terça-feira, 8 de junho de 2010

COMO MORDOMO FIEL

Ser disciplinado é uma questão não só de caráter, mas também de hábito. Se você não se esforçar para adquirir o hábito de praticar a vontade de Deus, você sempre estará à mercê das vontades terrenas ou carnais. Deus lhe deu a responsabilidade de administrar como um “despenseiro (encarregado) fiel” (1 Co 4.1,2), e isso significa que os mistérios de Deus ou a sua vontade devem ser administradas de forma responsável na sua própria vida, para assim passar a outras pessoas.

Você literalmente é um mordomo (aquele que administra os bens de outro) no propósito e no reino de Deus nesta terra, começando por sua própria vida, até alcançar as demais pessoas que precisam de salvação.

Você agora vai aprender alguns princípios básicos das áreas que Deus deseja que administre com fidelidade.

1 – Fiel com o tempo

A arma mais poderosa que Deus usa para acomodar as coisas, amadurecer o homem, esclarecer os fatos, desenvolver propósitos, estabelecer conquistas, etc., indiscutivelmente é o tempo. Dele ninguém pode fugir, ou nele você vive, ou nele você sobrevive. Nele você faz história, ou nele você se torna vítima da própria história. Nele você se torna um conquistador, ou um conquistado. Nem sempre o fim justifica o meio, mas o fim sem dúvida determina que o tempo acabou.

Se você não abrir os olhos para a verdade sobre o tempo, que para todos é um fato, ele vai passar de uma forma ou outra, e tudo de bom na sua vida dependerá de como você administrou o seu tempo, até mesmo a sua eternidade.

Em Eclesiastes 3.1, o escritor nos dá duas lições claras e objetivas a respeito do tempo, vejamos:

Primeiro – “Tudo tem o seu tempo determinado”

Deus não é desorganizado e deseja que você também não o seja. Não saber como administrar o tempo é uma forma clara de desorganização, porque quando você está com o seu tempo bem programado, com certeza não tem dificuldades de eleger prioridades.

O escritor, na verdade, estava dizendo: não queime etapas. Se tudo tem o seu tempo determinado é porque as etapas na vida precisam ser respeitadas. A Jornada do Discípulo começa com você fazendo parte de uma célula e vai até a conclusão da Escola de Líderes. Então, não adianta nada você terminar a Escola de Líderes sem nem se quer ter passado pelo Encontro. Seria prematuro demais. Tem o tempo certo para tudo isso na sua vida cristã. Não queimar etapas significa crescer saudável.

Tenha entendimento do tempo, porque, de qualquer forma, o tempo que você vai precisar para terminar as etapas da sua vida, vai passar, seja com você administrando fielmente ou não. Daqui a aproximadamente 8 meses a 1 ano você vai terminar a sua Jornada do Discípulo, mas, se você não for um bom mordomo com o seu tempo, você não vai terminar e o tempo vai ter passado do mesmo jeito.

Segundo – “E há tempo para todo propósito debaixo do céu”

Muitas pessoas caem no erro de obterem de uma vez os resultados, sem primeiro passarem pelo processo de maturidade que o tempo proporciona antes da conquista. Como alguns, que, ao invés de estudarem, compram o diploma, ao invés de cursarem uma escola de condutores, preferem comprar a carteira de motorista, etc., mas, apesar disso ser pecado (porque é uma ilegalidade), a pessoa perde a dádiva da maturidade e do conhecimento.

Você não pode simplesmente conquistar, tem que crescer na conquista. Conquistar deve ser consequência e não fatalidade. Quando você compra ou inventa que conquistou é como dar diploma de tiro ao alvo a um cego.

Os propósitos de Deus para você não estão dentro de um plano de fatalidades, mas de consequências. Você não negocia, você conquista. O escritor aqui está dizendo: Deus tem um tempo para cada conquista (propósito) na sua vida.

Aprenda a encarar os seus desafios na vida de fé, porque o Senhor tem um propósito de conquista para você. Comece administrando fielmente o seu tempo com a sua célula, com a sua rede, com os cultos, com a Jornada do Discípulo, etc. Fazendo assim, tudo fica mais fácil no que significa administrar os mistérios de Deus, porque ninguém jamais poderá administrar o que não conhece. Só o conhecimento adquirido (a Jornada do Discípulo é um dos meios que usamos) da Palavra de Deus poderá dizer de que mistério de Deus você deve ser mordomo. (Cl 1.26,27).

2 – Fiel com os dons e talentos

Que todos têm dons e talentos é uma verdade. Mas cabe a você entender que os seus dons e talentos existem por causa de um propósito divino, para ser desenvolvido na trajetória da sua vida.

Dons são dádivas de Deus na sua vida. Com alguns você já nasce e percebe bem cedo as suas tendências (música, arte, canto, etc.). Outros são descobertos durante o processo de maturidade ou da força de vontade (oratória, escrever, dançar, etc.), mas é claro que existem também os dons que chamamos de espirituais (você vai aprender sobre eles na Escola de Líderes), estes já são dons sobrenaturais manifestos pelo poder do Espírito Santo.

Talentos são as habilidades desenvolvidas sobre os dons, ou seja, você tem o dom para a música e isso é tendencioso na sua vida desde a mais tenra idade, mas, se você desenvolver esse dom com maestria, se tornará um excelente músico. Significa que você desenvolveu talento na música. O talento é que vai dar a dimensão com que o dom será desenvolvido. Quanto mais talento, mais o dom será desenvolvido. Ler uma partitura exige conhecimento, tocar o instrumento exige dom, tocar bem exige dom e talento.

Na vida de muitas pessoas, alguns dons tornam-se ministério, porque através deles elas passam a ministrar em favor do reino de Deus, tirando proveito do que sabem e amam fazer, para que o corpo de Cristo seja beneficiado; é exatamente aí que está a sua responsabilidade em ser fiel naquilo que Deus lhe deu. Conheço caso de igreja que tem mulheres com o ministério da agulha, elas fazem crochê, bordados, tricô, etc, e beneficiam as suas células e igreja com as vendas destes produtos. Quando isso se torna claro na sua vida cristã, você passa a entender os propósitos de Deus em dar dons e talentos. É exatamente isso que em lições posteriores chamaremos de encargo.

A Bíblia nos mostra a importância dos dons e talentos a serviço do reino de Deus e o real objetivo do por que foram dados:

“Disse então o Senhor a Moisés: Eu escolhi Bezalel, filho de Uri, filho de Ur, da tribo de Judá, e o enchi do Espírito de Deus, dando-lhe destreza, habilidade e plena capacidade artística para desenhar e executar trabalhos em ouro, prata e bronze, para talhar e esculpir pedras, para entalhar madeira e executar todo tipo de obra artesanal”. Ex. 31.1-6.

Deus pode, por mais que você tenha dons e talentos naturais, a partir do momento em que você esteja cheio do Espírito Santo, fazer com que estes dons se tornem ferramentas dos Seus propósitos para a edificação da Sua obra. Vejamos:

- Deus escolhe pessoas em dons específicos “Disse então o Senhor a Moisés: Eu escolhi Bezalel...”

Quando o Senhor fez essa escolha, Ele estava simplesmente selecionando para o serviço da obra quem já tinha o dom, pois Bezalel já era artífice (claro que Deus pode dar ou manifestar dons específicos às pessoas segundo as necessidades da obra eu mesmo não sou músico, mas aprendi a tocar sozinho quando fui pastor na Bolívia).

O importante é saber que não importa o dom que você tenha, ele com certeza existe para um propósito de Deus na obra, você foi escolhido para ser útil no reino de Deus. A questão é que desenvolvemos talentos para estudar ou trabalhar, mas totalmente voltados para a nossa própria conquista terrena, e chamamos isso de valentia, ser guerreiro, mas imagine essa mesma garra e valor nas mãos de Deus, para fazer a Sua vontade?!

Com certeza, em algum momento o seu Líder irá contar com você para alguma coisa que seja simplesmente a aptidão do seu dom e talento (lembre-se que Deus não falou diretamente com Bezalel, mas, usou a Moisés para fazê-lo), e você, ao aceitar, será cheio do Espírito Santo no seu dom específico. Se você já é bom no que faz, imagine cheio do Espírito Santo.

- Deus potencializa o dom – “E o enchi do Espírito de Deus, dando-lhe...”

Bezalel era um excelente artífice naquela época, mas Deus não queria um homem que se limitasse à sua terrena capacidade. É como se o Senhor estivesse dizendo a Moisés: ele é bom, mas vou acrescentar nele as habilidades necessárias para desenvolver segundo o meu querer.

Você pode ser bom naquilo que faz, mas Deus estabelece outra dimensão de realização quando o trabalho é para Ele. Não retira o que você sabe e pode fazer, mas acrescenta habilidades especiais totalmente potencializadas no mover do Espírito Santo.

Bezalel estava acostumado a mexer com todos os elementos descritos por Deus ali, mas não naquela proporção de qualidade. É como se ele dissesse para si mesmo: Deus está me levando a superar a mim mesmo!

Imagine em forma dobrada as qualidades daquele artífice quando Deus potencializou o seu dom e talento ao dizer que lhe dava ainda mais:

- destreza;

- habilidade;

- plena capacidade artística para:

ü desenhar e executar trabalhos em ouro,

ü prata e bronze,

ü para talhar e esculpir pedras,

ü para entalhar madeira e

ü executar todo tipo de obra artesanal.

Deus utilizou do dom que Bezalel já possuía e simplesmente o potencializou para o reino. Você está na mesma posição deste artífice, é só permitir que os seus dons e talentos sejam úteis para a obra de Deus, e, acredite, o seu Líder pode convocá-lo para fazer parte do exército de Bezaléis que compõe a igreja.

3 – Fiel com a sua contribuição financeira

A intenção aqui não é ensinar-lhe o que é o dízimo, até porque você já aprendeu isso no Bem-Vindo à Fé, mas mostrar a você de uma maneira clara e prática a seriedade quanto ao ser fiel a esse princípio.

A décima parte do seu ganho é o que a Bíblia chama de dízimo. Apesar de algumas pessoas tentarem desvirtuar isso para ser unicamente do salário fixo do mês, a verdade é que, independente de quanto você ganha fixo, tudo o que for o seu ganho deve ser dizimado ao Senhor.

Existem demônios terríveis tentando destruir a sua vida financeira. Mas o maior problema é quando você não tem uma visão espiritual do dinheiro e interpreta como materialismo. Já ouvi muitas pessoas reclamarem pelo fato de outras estarem dando o dízimo, ou murmurarem só pelo fato de que na igreja se recolhe dízimos e ofertas, mas não percebem que o fator financeiro é tão espiritual quanto qualquer outro assunto bíblico e menosprezam a verdade.

Li recentemente um artigo em uma revista famosa dizendo que o amor ao dinheiro não é a raiz de todos os males (contrariando totalmente a Bíblia), mas a razão porque muitas pessoas preferem se esquivar da verdade sobre a contribuição na Igreja é a mesquinhez, a ganância, o apego escravo ao deus que Jesus chamou de Mamon (riquezas) em Mateus 6.24. Mas vejamos melhor o caráter de quem é fiel:

Primeiro – Tem Deus como prioridade – “Ninguém pode servir a dois senhores”

Servir a Deus e estar despojado do materialismo é o desafio de muita gente, porque a maioria espera que Deus a abençoe em tudo, inclusive financeiramente, e responde ao Senhor em várias formas: no congregar, na comunhão com os irmãos, nas células, nos eventos de colheita, etc, mas quando lhe toca colocar a mão no bolso isso se torna um absurdo, algo que causa até revolta. Não lhe parece estranho que a pessoa diga amar a Deus com todo o seu coração e serví-lo com todas as suas forças, mas na hora de dizimar e ofertar se apega ferrenhamente ao dinheiro e simplesmente diz não?

Jesus estava ensinando exatamente isso, quando disse sobre dois senhores, um será sempre mais forte no coração da pessoa do que o outro, mas só é possível descobrir isso nas horas de confronto, no momento de definir a qual deles vale a maior obediência.

Mais cedo ou mais tarde, você terá que provar para você mesmo quem é o Deus mais importante na sua vida, mas não faça como muita gente que prefere deixar o Deus verdadeiro por causa de uns quantos trocados, que no final das contas só tem porque foi o Senhor quem deu.

Segundo – Sabe o propósito do dinheiro – “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”

O problema não é ter dinheiro. Na verdade, é bênção! Mas se torna uma maldição quando você não sabe o propósito de Deus ter lhe dado.

Acredito que concorde comigo que devemos ser servos somente de Deus. - Mas é claro que sim! Muita gente também responderia. Mas, na prática, servem a Deus enquanto isso não implica em compromisso financeiro. Afinal, acreditam que Deus lhes dará muito dinheiro, mas que jamais lhes pedirá dinheiro. Não é assim? Olha, para Jesus isso não tem meio termo, ou você serve a Deus de todo o seu coração, com todas as suas forças (nisso inclui dinheiro) ou você está sendo servo do seu dinheiro, do seu materialismo.

O seu papel real diante de Deus é ser grato a Ele pelas bênçãos materiais que tem dado a você e a forma de externar isso de verdade é sendo fiel com sua responsabilidade financeira no reino, através do dízimo, ofertas e primícias. Se você não consegue se submeter a essa verdade, comece a orar ou procure ajuda com seu Líder para que a escravidão a Mamon desapareça da sua vida. Porque, é claro, ou você é servo de Deus ou do dinheiro.

Romper com a barreira do materialismo é o desafio principal do caráter de muitas pessoas para servirem a Deus. Se você aceitar expulsar esse mal da sua vida, você viverá as mais ricas bênçãos do Senhor, como diz em Deuteronômio 8.18, pois, para o fiel Deus dá o dom de adquirir riquezas.

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